Muita gente passa meses pensando em procurar terapia antes de mandar a primeira mensagem. E, quando o assunto é comida e corpo, a hesitação costuma ser maior: dá vergonha de falar, dá medo de ser julgado, e fica a dúvida sobre como tudo isso funciona, ainda mais pela tela.
Neste texto, eu explico como é o acompanhamento na prática, do primeiro contato até o trabalho que fazemos ao longo das sessões. A ideia é que você saiba o que esperar antes de decidir qualquer coisa.
Para quem é a terapia on-line para a relação com a comida?
Atendo homens e mulheres a partir dos 18 anos que sentem que o corpo, a alimentação ou a imagem no espelho estão ocupando espaço demais na vida. Isso inclui pessoas com transtornos alimentares, pessoas que sofrem emocionalmente durante processos de emagrecimento e quem vive em comparação constante com padrões estéticos.
Você não precisa ter um diagnóstico para procurar terapia. Se a relação com a comida ou com o próprio corpo tem trazido culpa, vergonha ou evitação, isso já é motivo suficiente para uma conversa.
Como é o primeiro contato?
Tudo começa com uma mensagem no WhatsApp. Nessa conversa inicial, você pode tirar dúvidas sobre o atendimento, e combinamos o melhor horário para a primeira sessão. Não é preciso explicar a sua história por mensagem, a menos que você queira.
Se ainda estiver em dúvida se a terapia faz sentido para você, a avaliação inicial aqui do site pode ajudar a organizar o que você está sentindo. Ela não é um diagnóstico, apenas um ponto de partida.
Como funcionam as sessões on-line?
Os atendimentos acontecem por videochamada, de onde você estiver. Cada sessão tem cerca de 50 minutos, e a frequência pode ser semanal ou quinzenal, de acordo com o que combinarmos.
Algumas dicas ajudam a aproveitar melhor o encontro:
- escolha um lugar onde você se sinta à vontade para falar sem ser ouvido;
- use fones de ouvido, se possível;
- deixe o celular ou o computador carregado e com uma conexão estável.
Para muitas pessoas, falar de corpo e comida a partir do próprio espaço, sem precisar se deslocar ou se expor numa sala de espera, torna o começo mais leve.
O que acontece nas primeiras sessões?
Os primeiros encontros são dedicados à anamnese. É o momento de entender a sua história, as experiências que ajudaram a construir a relação que você tem hoje com a comida e com o corpo, e quais são as suas principais demandas.
Aqui, nada do que você disser vai ser tratado como falha. Não existe resposta certa, e você não precisa se justificar para receber cuidado. Meu papel é compreender, não avaliar se você está “fazendo direito”.
Como é montado o plano de intervenção?
Com base no que levantamos, montamos juntos um plano de intervenção. Eu trabalho com a Terapia Cognitivo-Comportamental, que conta com protocolos específicos e baseados em evidências para demandas ligadas à alimentação e à imagem corporal.
Mas protocolo não significa receita pronta. O plano considera a sua história, o seu contexto e aquilo que você deseja alcançar. Ao longo das sessões, olhamos para os pensamentos, as emoções e os comportamentos que mantêm o sofrimento no presente e desenvolvemos estratégias para uma relação mais funcional com a alimentação, a autoimagem e a autoestima, no seu ritmo.
E quando é preciso mais de um profissional?
Em algumas situações, principalmente nos transtornos alimentares, o cuidado funciona melhor com uma equipe: psicólogo, nutricionista e médico trabalhando em conjunto. Se eu perceber que outro acompanhamento pode ajudar, vamos conversar sobre isso com transparência.
E se você estiver passando por um momento de sofrimento intenso ou risco, procure um serviço de urgência ou o CVV, pelo telefone 188.
A terapia tem reembolso pelo plano de saúde?
As consultas são particulares, com a possibilidade de emissão de recibo para você solicitar reembolso ao seu plano de saúde, conforme as regras do seu contrato. Reuni as perguntas mais comuns na seção de dúvidas frequentes do site.
Se quiser conversar antes de decidir, é só me mandar uma mensagem. Vai ser um prazer te ouvir.